A FAMÍLIA MIDIOGRAF

Postado em 24 de 08 de 2018
A FAMÍLIA MIDIOGRAF Ao lado da tecnologia das máquinas, outro grande orgulho da empresa é a “tecnologia humana”, que produz o clima essencialmente familiar e fraterno da empresa. O conceito profissional pelo qual a gráfica é conhecida é movido pela união de homens e mulheres que dedicam suas vidas ao trabalho, o trabalho que também dá sentido às suas vidas e mantém suas famílias e seus destinos. Na Midiograf, são mais de 80 famílias que se estruturam por trás do trabalho diário dos 136 funcionários. Essa verdadeira escola de relacionamentos só se tornou possível porque seus proprietários não seguiram uma regra sequer do que manda o “moderno” manual da eficiência empresarial. Aliás, muito ao contrário disso, a Midiograf prova que o valor está no grupo, na união e não no individualismo. Em vez de “derrube seu colega para alcançar o cargo que você quer”, as lições dessa escola de relacionamento ensinam que é valorizando e entendendo o outro que você se torna mais forte na troca do conhecimento para ambos. Modesto e prático, Nivaldo costuma dizer que não há nada demais na filosofia que utilizam na gráfica: “Nós apenas estamos dando prosseguimento ao que homem inventou lá atrás, colocando o trabalho em grupo como o motor do desenvolvimento humano e vice-versa. É como a família, que é o esteio da sociedade e na qual confiamos totalmente”. Assim, a evolução ganha peso e consistência lastreada na pessoa. “E junto com a evolução da empresa, nós amadurecemos também”, conta a diretora financeira Sandra Benvenho, esposa de Nivaldo, que tem na trajetória da Midiograf uma escola para si mesma. Hoje, Sandra se analisa uma pessoa mais madura, que aprendeu com todas as decisões tomadas ao lado dos sócios. Descobriu-se uma mulher ponderada, decidida e perfeccionista que sempre apostou na qualidade do ser humano. É essa aposta nas pessoas, feita todos os dias que, segundo ela, gera o comprometimento de todos na sua equipe. “A lição é passada com amor”, concordam Nivaldo e Sandra, como um fio imaginário que toca e une a todos. E os funcionários correspondem: nesses anos todos de empresa, muitos dizem que aprenderam a dividir mais com seus colegas e a confiar mais no trabalho deles. Mas o que diferencia a Midiograf é justamente a união. O trabalho deve ser um prazer Elisson Soler Rocha, o líder do setor de acabamento, arremata: “O relacionamento manda em tudo, principalmente na comunicação com os colegas. É se relacionando bem que podemos cobrar resultados”. A análise demonstra a principal lição que Elisson aprendeu na “escola Midiograf” para chegar onde chegou. Foi isso que permitiu, basicamente, que sua experiência de oito anos na empresa mudasse o garoto de 20 anos que começou no acabamento e hoje é líder do setor. “Mudou a maneira de enxergar e de cobrar também. Cobrar de mim mesmo, inclusive, porque sou exigente demais comigo”. Com os colegas, Elisson aprendeu a olhar as diferenças e a entender o ritmo de cada um. Aliado a isso, juntou sua capacidade de planejamento, a paciência para avaliar cada momento e esperar a hora certa de agir. “Nunca dou um passo antes de planejar”, avalia-se. No relacionamento pessoal essas devem ser as regras básicas. Para que tudo flua num espaço com 136 pessoas é preciso prestar atenção diariamente para que as relações não fiquem engessadas. Produzir é importante, mas ninguém pode se esquecer de sorrir, de trocar uma idéia, de falar da vida. “O trabalho não tem que ser um peso no dia-a-dia”, comenta Elisson. “Só não podemos perder a concentração e trocar idéias para encontrar soluções. Se a gente não perde isso, não perde o comprometimento com o que faz. Afinal, estamos todos no mesmo barco, dependemos um do outro para levar isso adiante”. Nixon Martins, o líder da pré-impressão, revela que houve um tempo em que não tinha noção da importância de ouvir o outro. “Eu achava que o que eu estava pensando era o certo e os outros que acatassem”. Com o tempo, aprendeu a ouvir, a passar adiante as responsabilidades, aprendeu a ter mais calma. “Tive e tenho um professor que é o Nivaldo. Aprendi e aprendo muito com ele; foi ele quem me deu toques e oportunidades”. Com os colegas, Nixon diz que aprende muito todo dia, “aprendo que as pessoas merecem ser bem tratadas, que é preciso ter uma maleabilidade, que é preciso respeitar”.

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